segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Minicurso

Práticas Educomunicativas para a Divulgação Científica e Educação Ambiental

 O evento fez parte da programação do Intercom Norte 2013, realizado nos dias 2 e 3 de maio de 2013, na Faculdade Marta Falcão, em Manaus-AM.
Ministrado pela pesquisadora Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira e pela jornalista  Síglia Regina dos Santos Souza , que atuam na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , em Rondônia e no Amazonas, respectivamente, o minicurso foi desenvolvido em dois módulos:
Módulo I  - Práticas educomunicativas na divulgação da ciência;
Módulo II -  Rádio Escola como prática educomunicativa.

No módulo I , discutiu-se o conceito de Divulgação Científica; Teoria, pesquisas e políticas de educomunicação; Aplicações nas escolas, nas organizações comunitárias e na extensão rural/florestal;
O Processo de produção de informação, com fins de Educação Ambiental em vídeos. A metodologia de produção coletiva de Videoclipe como prática educomunicativa  socioambiental. Fez-se a análise textual  da música Canto dos Castanhais , que aborda as questões ambientais. Finalizando com a atividade prática de elaboração da narrativa audiovisual para a música proposta como roteiro de um videoclipe.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Canto dos Castanhais: produção de videoclipe como prática educomunicativa

Este trabalho foi aceito para Exposição Oral no II  EDICC,, o canto dos castanhais será ouvido em Campinas-SP:
 

OFICINA DE PRODUÇÃO DO VIDEOCLIPE “CANTO DOS CASTANHAIS”: PRÁTICA EDUCOMUNICATIVA NA DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA FLORESTAL[1]

Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira
RESUMO

 Em projetos de comunicação para o desenvolvimento de comunidades rurais, coordenado pela Embrapa Rondônia, identificou-se a necessidade de buscar formas multimidiáticas alternativas, para ultrapassar barreiras no processo de comunicação, na educação não formal. Essa demanda deu origem ao desenvolvimento de práticas educomunicativas socioambiental nas quais se exercita a interdisciplinaridade, no trato da informação gerada pela pesquisa agropecuária e agroflorestal, seja com fins de comunicação ou de educação científica e ambiental; seja de sensibilização para as questões ambientais. Nesse contexto, tem sido realizadas oficinas de produção de videoclipes, prática educomunicativa criada no âmbito do projeto de divulgação cientifica, Com.Ciência Florestal (OLIVEIRA, 2009), cujo os procedimentos metodológicos compreendem: a interação dos participantes da oficina para a elaboração de um novo discurso, a interpretação e análise do discurso literário/ambiental de letras de músicas, numa perspectiva intercultural dos discursos de músicos da região amazônica, como detentores de um saber local; e a percepção ambiental de atores sociais em interação na oficina, no contexto sócio histórico de mobilização da sociedade para a ação-cidadã em razão da degradação ambiental. Este artigo apresenta os procedimentos metodológicos e os resultados obtidos na oficina realizada em fevereiro de 2012, em Macapá – AP, atividade do Projeto Carbono Cajari e Rede de Pesquisa  Kamukaia, que visam gerar resultados para definição de políticas públicas e implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM). A oficina foi realizada com a finalidade de produção coletiva de um videoclipe que exprimisse um discurso de valorização da atividade dos extrativistas da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) na Resex Rio Cajari, na região sul do Amapá, uma vez que a castanha é um dos importantes produtos do extrativismo local.
[1] Aprovado para Exposição Oral no Grupo Temático Conhecimentos e Poderes ;

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Canto dos Castanhais: música amazônica para valorizar a atividade extrativista não-madeireira

A prática educomunicativa de produção coletiva de videoclipe ambientais com o uso de música amazônica foi o tema do artigo apresentado dia 09 de agosto, no VIII Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, que se encerra nesta sexta, na UFBa, Salvador, BA.

A apresentação do trabalho no evento foi feita pela jornalista e cantora profissional Carla Fernades, em artes Carla Visi, que é co-autora do trabalho, que tem como primeira autora, Vânia Beatriz de Oliveira, pesquisadora da Embrapa em Rondônia.

Em março deste ano, Vânia Beatriz e Carla Visi atuaram como facilitadoras da Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, realizada no Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em Salvador-BA. O objetivo do evento, do qual participaram 19 educadores ambientais de todo o País, foi promover discussões e reflexão sobre aspectos economicos, socioculturais e ambientais da produção de castanha-do-brasil em comunidades extrativistas da Amazônia.

O trabalho descreve o processo de interação de educadores ambientais ao interpretar o discurso literário da música Canto dos Castanhais, de autoria dos amazônidas Val Milhomen e Joaosinho Gomes (autores) e Juliele (interprete) e realizar inferências, com a finalidade de produzir um videoclipe que imprimisse um discurso de valorização dos produtos e da atividade de comunidades extrativistas da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) na Amazônia.

Carla Visi e a música na educação ambiental


Carla Visi com participantes do ENECULT , ao final da apresentação:  Dai Thais, Fernando Morais da Costa (Sons urbanos e suas Escutas Através do Cinema),Roberto B. Fialho (Coord.) e Dorotéa  Bastos(Interfaces Contemporâneas entre Dança, Corpo e Cinema ).
          A artista é uma militante das causas ambientais e apoia as iniciativas que envolvam o uso da música na educação ambiental, tendo apresentado um relato de suas experiências. No carnaval do ano 2000, em Salvador, ela apoiou a execução da música Cata Lata , que acabou por mobilizar os foliões, sobretudo os jovens para solidariedade com os catadores de lata.

          A música “Matança”, do compositor Jatobá, por ela interpretada, foi utilizada por Vânia Beatriz, para estudo em grupo sobre a biodiversidade florestal, no assentamento Nilson Campos, em Jacy Paraná, distrito de Porto Velho, em Rondônia.

Referida música compõe o repertório do seu show “Canto para Natureza”, produzido no inicío dos anos 2000. O show apresenta-se como uma possibilidade de comunicar mensagens ambientais a diversos públicos que gostam de música, tendo o palco como canal e a música como suporte de comunicação, para mostrar a importância da natureza como fonte de vida e inspiração. Segundo Carla Visi, o eixo principal do projeto “Canto para Natureza”, é a força que as letras, melodias e arranjos têm para tocar as pessoas, possibilitando a conscientização sobre a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.

A seleção do repertório privilegia esse tema e abrange diversos ritmos e estilos. ”A idéia é unir o prazer de cantar com a possibilidade de através da música tocar o coração das pessoas e despertar o interesse por um tema cada vez mais constante na pauta jornalística, no entanto, muitas vezes sem produzir mudanças efetivas de comportamento” conclui a cantora.

Música e Ciência

O uso de música na educomunicação científica e ambiental em atividades de sensibilização para as questões ambientais é uma prática educomunicacional socioambiental, que vem sendo difundida pela pesquisadora Vânia Beatriz, em oficinas que reune alunos, professores, educadores ambientais, para, por meio de um processo interativo e diálogico, promover a discussão e a formulação de discursos ambientais, tendo como suporte, por um lado, o discurso literário das letras de músicas, em especial a de artistas da Amazônia; e por outro o da ciência, representado pelo discurso científico dos resultados de pesquisas.

Esta atividade está relacionada às ações de capacitação para as boas práticas de manejo da castanha-do-brasil, uma das atividades desenvolvidas por meio do Projeto Kamukaia, rede de pesquisa na Amazônia, coordenada pela Embrapa, que visa gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM).

O responsável pela emissão do parecer que aprovou o trabalho para a apresentação oral no evento disse: “o trabalho propõe uma abordagem atualizadissima referente as questões ambientais” e recomendeu sejam aprofundadas as discussões sobre o tema, diante do discurso médiatico contraditório e pouco combativo.

Vânia Beatriz, disse esperar que educadores ambientais interessados em desenvolver produção audiovisual, possam adotar a metodologia dessa prática educomunicativa como um referencial para as suas atividades. Bem como difundir informações que venham a contribuir não só com a valorização do extrativismo não madeireiro, mas também para a valorização e o reconhecimento da cultura musical de cada região do País.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um canto em favor da Amazônia

         Foi uma experiência diferente a Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais com música amazônicas, realizada no dia 06 de junho , no Parque Natural de Porto Velho . Os participantes foram , alunos das Escolas Estaduais Murilo Braga  e "Manaus" participantes das COM-Vidas ( Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas).
Essa é a galerinha que está trabalhando na finalização do Videoclipe,
com o apoio das professoras: Alamar, Carmem Silvia e Francidalva.
 O objetivo da oficina foi capacitar os participantes para produção coletiva, de forma experimental, de um videoclipe ambiental, utilizando a música Canto dos Castanhais (Val Milhomem/ Joaozinho Gomes) interpretada por Juliele.   Não se trata apenas de ensinar técnica de produção de video, mas principalmente de:
- Promover a discussão sobre o manejo sustentável dos recursos florestais e a ação-cidadã, a partir da questão: o que a Ciência faz, e o que a Sociedade pode fazer?

- Demonstrar as possibilidades de produção de videoclipes ambientais como uma prática educomunicativa;
- Incentivar a expressão oral quanto as mensagens de conscientização nas letras de músicas de artistas da região amazônica;
- Estimular uma leitura e atitude critica e de intervenção nas questões ambientais;

Em breve o videoclipe produto da Oficina será disponibilizado na internet no blog das Com-Vidas das escolas.


terça-feira, 5 de junho de 2012

           A música amazônica com abordagem ambiental será ouvida na Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, que facilitarei no dia 06 de junho, no Parque Natural de Porto Velho, na programação dos 8 dias de Ativismo Verde.
         A música de trabalho será Canto dos Castanhais ( Val Milhomen e Joaosinho Gomes, na voz de Juliele).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Carla Visi participou da Oficina de produção de videoclipe no VII Fórum REBEA

Carla Visi , falou também sobre direito autoral no uso de música
O uso de música em atividades de educação ambiental foi um dos assuntos abordados na Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, que facilitamos no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no dia 29 de março, em Salvador-BA.

A oficina teve a participação de 19 educadores ambientais de todo o pais e como co-facilitadora convidada, a cantora baiana Carla Visi. A artista é uma militante das causas ambientais e apoia as iniciativas que envolvem o uso da música na educação ambiental.


Essa prática educomunicativa que venho difundindo em eventos, em geral, reúne alunos, professores, educadores ambientais, para por meio de um processo interativo e diálogico, promover o debate e a formulação de discursos ambientais, tendo como suporte a interpretação simbólica das letras das músicas, em especial as de artistas da Amazônia, ou de qualquer parte do pais, desde que aborde questões ambientais.

Em sua apresentação, Carla Visi relatou experiências na área. No carnaval do ano 2000, como vocalista do Bloco Cheiro de Amor lançou o hit Cata-Lata , que motivou os foliões do carnaval baiano, a catarem as latas de bebidas deixadas na avenida. Outro relato foi sobre a música “Matança” do compositor Jatobá, que compõe o repertório do seu show Canto para Natureza, que foi utilizada no estudo em grupo sobre a biodiversidade florestal, que coordenei em 2008, no assentamento Nilson Campos, em Jacy Paraná, distrito de Porto Velho-RO.

As facilitadoras da Oficina, com parte do grupo de oficineiros,
 no VII Fórum REBEA

Na Oficina realizada no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no periodo de 28 a 31 de março, a temática proposta foi a discussão e reflexão sobre aspectos economicos, socioculturais e ambientais da produção de castanha-do-brasil em comunidades extrativistas da Amazônia, a partir da música Canto dos Castanhais, de autoria de Val Milhomem e Joaosinho Gomes, interpretada por Juliele, artistas do Amapá e Pará.
   Esta atividade está relacionada as ações de capacitação em educomunicação socioambiental do Projeto Kamukaia, executado por meio de uma rede de pesquisa na Amazônia, coordenada pela Embrapa, que visa gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM) a definição de políticas públicas e estimular a valorização dos produtos pela sociedade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais

Minha proposta de oficina foi aprovada para o VII Fórum REBEA, que será realizado na última semana de março, em Salvador -BA.

Para esta Oficina a temática proposta é a discussão e reflexão sobre a produção de castanha em comunidades extrativistas da Amazônia, a partir da música Canto dos Castanhais (Val Milhomem/ Joaosinho Gomes) interpretada por Juliele.
Os  objetivos são: (1) capacitar os participantes para a produção de videoclipes ambientais; (2) demonstrar as possibilidades de produção de videoclipes ambientais como uma prática educomunicativa que se caracteriza como tecnologia social educacional; (3) Promover a discussão sobre a ação-cidadã em prol das sociedades sustentáveis, a partir do conhecimento sobre a produção de castanha em comunidades extrativista  e as ações de pesquisa do Projeto Kamukaia – Rede de pesquisa sobre PFNM.

A estratégia pedagógica da Oficina , compreende a análise textual de letras de músicas que abordam problemas socioambientais da/na região amazônica; a discussão sobre o processo de produção de informação , com fins de Educação Ambiental; e  Produção coletiva, que compreende trabalho em conjunto para a elaboração do roteiro de imagens do videoclipe;

Esta atividade está relacionada as ações de educomunicação do projeto Projeto Kamukaia, criado em maio de 2005, visando gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM) e definição de políticas públicas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Oficina de Comunicação Ambiental

Contrariando os que dizem que o ano começa só depois do carnaval, para nós o ano começou cedo. Participamos, no periodo de 13 a 16 de feverero, em Macapá, a "Oficina de Comunicação Ambiental Comunidade e Floresta Sustentável”, evento promovido pelo Projeto Carbono Cajari  parceiro do  projeto Kamukaia, no qual desenvolvemos atividades de capacitação.
Atuei como facilitadora em duas das quatro Oficinas temáticas,  a de Produção de Texto e  de Produção de Videoclipes Ambientais
Foi uma rica troca de experiências com produtores extrativistas das castanha e com jovens estudantes das Escolas familia Agricola, além de técnicos de instituições parceiras do projeto.
No próximo post , darei o link para o videoclipe produzido.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Artigo aprovado Congresso CNEA

Resumo

Neste trabalho abordamos os procedimentos metodológicos adotados para o uso em sala de aula de um videoclipe ambiental elaborado para fins de uso didático em atividades de comunicação cientifica e educação ambiental. O videoclipe , com a música Pela cauda de um cometa, de autoria e interpretação de artistas da Amazônia, foi produzido por alunos da Escola E.E.F.M. Marcelo Cândia, com a finalidade de promover a divulgação científica da ciência florestal, ao público leigo. Para validar o videoclipe como uma ferramenta pedagógica de educomunicação científica e ambiental, o mesmo foi utilizado na disciplina de Língua Portuguesa, com uma turma de 41 alunos do 2.º ano do Ensino Médio. Na aplicação, os alunos, em grupos, fizeram análise textual e produziram 10 cartazes que registram a interpretação dos mesmos quanto aos temas abordados, no caso a degradação ambiental do Planeta. Com base nessa experiência analisada, apresentamos recomendações e sugestões de uso do videoclipe como recurso didático para a educação ambiental, como questão transversal.
Palavras-Chave: educomunicação ambiental, divulgação científica, popularização da ciência.
Atualizando:
O artigo completo pode esta no Vol.3 do Livro eletrônico que reune todos os trabalhos do Evento: Livro Eletrônico .

domingo, 25 de setembro de 2011

Música Amazônica e Educação Ambiental

          Será realizado no periodo de 12 a 15 de outubro de 2011, em João Pessoa - PB o II Congresso Nacional de Educação Ambiental.
     Gostaria de participar ministrando uma oficina de produção de videoclipes ambientais, mas  quando tomei conhecimento do evento, o prazo para proposição de Oficina já havia se esgotado.

     Mas meu artigo, em co-autoria com a Profa. Eni : "Uso de Videoclipe Ambiental com Música Amazônica no Ensino da Língua Portuguesa" foi aprovado para apresentação na forma de Poster, na temática :  MÉTODOS APLICADOS AO ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

I Colóquio Educom - Resumo aprovado

No dia 02 de setembro de 2011 , estaremos participando do I Coloquio de Educomunicação, evento paralelo ao XXXIV Congresso Intercom , em Recife -PE.  Este é o resumo do paper , que será apresentado no Painel Educom  e práticas de recepção.


USO DE MÚSICA AMAZÔNICA NA EDUCOMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AMBIENTAL.

Tendo o campo Comunicação/Educação como mediador do processo, o trabalho aborda a produção e recepção de dois videoclipes ambientais, por estudantes e professores da Escola Marcelo Cândia em Porto Velho, RO. Discute-se, à luz da teoria do dialogismo de Bakhtin, de que forma os estudantes (enunciatários) interpretaram o discurso literário (letra da música), transformado em discurso de vulgarização científica (no videoclipe) pelos interlocutores (os alunos e professores participantes da Oficina). Para isso, fez-se a análise textual das letras das músicas e uma discussão teórica dos conceitos relacionados ao objeto de análise (diálogo, enunciação, discurso, recepção). O trabalho tem por objetivo validar a produção e uso de videoclipes com música amazônica como recurso didático de educomunicação científica e ambiental na educação formal. Foram sistematizadas informações que contribuem para a validação proposta, bem como identificou-se os argumentos do discurso literário e do discurso científico que colaboraram para a sensibilização em relação as questões ambientais. A metodologia de análise permitiu também observar a ocorrência de interações dialógicas em ambas as etapas do processo (produção e recepção) que tornaram possível sensibilizar os estudantes para as questões ambientais (desmatamento e degradação dos solos) temas dos videoclipes. Recomenda-se o uso da metodologia por professores, como recurso didático para a educação ambiental como questão transversal; ressalvando-se a necessidade de estudos adicionais e incremento na proposta para que se possa apresentar soluções que aumentem o nível de evidência do papel da Ciência, quando do uso da metodologia na educomunicação cientifica no ambiente educacional. Palavras-chave: análise do discurso, comunicação ambiental, divulgação científica, popularização da ciência, recursos didáticos.
Para mais informações sobre o evento acesse:

sábado, 28 de maio de 2011

Música no campo

         Essa é uma daquelas noticias que muito me alegram, pois é uma demonstração das possibilidades de uso da música na educação e na transformação de pessoas. 
      Ficaria mais feliz ainda se o Maestro Waldemar Henrique estivesse citado  como um dos artistas que as crianças estão aprendendo a conhecer e a tocar. Valorizar a cultura amazônica no processo educativo deveria ser prioridade.


  Uma orquestra sinfônica no meio de um assentamento rural


"No dia-a-dia de trabalhadores que vivem da agricultura familiar, em um assentamento rural, um grupo de crianças e adolescentes aprende de Beethoven e Chopin à Vinícius de Morais e Tom Jobim. Esse lugar é Bom Jesus, no município de Tartarugalzinho, norte do Amapá, palco de ensaio e apresentação da Orquestra Sinfônica Florescer, formada por filhos de trabalhadores rurais que começam a mudar seus destinos de futuros agricultores e descobrem a arte através da música. São 70 crianças de 8 à 17 anos que, na folga da escola, por algumas horas trocam a enxada por flautas e outros instrumentos de sopro e corda vivendo uma experiência nunca imaginada por nenhum dos moradores do assentamento".


Leia AQUI  o texto completo, da jornalista Mariléia Maciel.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Comunicação da Ciência como Tecnologia Social para a Educação Ambiental 1-2


A importância das pesquisas para a sociedade é tema recorrente nos estudos sobre a comunicação da ciência, não só daquela tecnologia que diz respeito ao seu usuário direto, como das que, por seu alcance social, impactam sobre toda a sociedade. Estamos falando de uma sociedade que vive uma dualidade em relação a sua sobrevivência. De um lado a necessidade de produção de alimentos e matérias-primas e ao mesmo tempo de uso equilibrado dos recursos naturais.

Equilibrar o passivo social e o ambiental gerado em alguns sistemas de produção em larga escala com as necessidades de garantir a existência de bilhões de pessoas do Planeta e das gerações futuras é o desafio que está colocado para as instituições de ensino e pesquisa. Uma das dificuldades percebidas no processo entre a geração da tecnologia e a sua aplicação é quanto à forma de comunicação, de modo que ela, a tecnologia, cumpra o seu papel de produzir transformações na natureza e nas relações sociais.

A Rede de Tecnologias Sociais (RTS) atada pela Fundação Banco do Brasil, em janeiro de 2005, é considerada o berço da mobilização nacional para debater a transferência de tecnologias sociais, bem como articular e difundir informações sobre as tecnologias sociais já existentes e aquelas que ainda deverão ser criadas.
O conceito adotado pela RTS concebe Tecnologias Sociais como produtos, técnicas e/ ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. A ideia inicial foi priorizar a replicação de tecnologias com foco na geração de trabalho e renda. Posteriormente, o conceito agregou concepções e ampliou-se a atuação da RTS, visando atender necessidades sociais identificadas no campo da capacitação, educação, empreendimentos econômicos solidários, moradia rural, biossistemas e agroecologia.

Comunicação da Ciência como Tecnologia Social para a Educação Ambiental 2-2


Em 2009, o programa de rádio Prosa Rural, produzido pela Embrapa Informação Tecnológica, em Brasília, foi indicado como uma das cinqüenta melhores experiências na área de tecnologia social, desenvolvidas no Brasil. Também na categoria de TS para a Educação se enquadra a metodologia de produção de videoclipes ambientais desenvolvida pela Embrapa Rondônia, lançada em 2009 na Mostra de Tecnologias Sociais promovida pela Prefeitura de Porto Velho.
Criada por meio do “Com.Ciência Florestal”, nome síntese do projeto de comunicação da ciência florestal, financiado pelo Programa de Proteção das Florestas Tropicais (PPG7). Trata-se de uma metodologia de educomunicação cientifica e ambiental que utiliza música amazônica na produção de videoclipes, linguagem audiovisual de grande aceitação junto ao público jovem.
Caracteriza-se por um conjunto de iniciativas que mobilizou escolas e alunos, técnicos e educadores ambientais para refletir sobre “o que a ciência faz e o que a sociedade pode fazer?” para minimizar os impactos ambientais. Nas oficinas para produção de tecnologias de comunicação multimídia (spots radiofônicos e videoclipes) fez-se reflexões sobre os problemas ambientais e o papel das instituições de pesquisa.
Essa abordagem visou mudar o foco da relação instituição de pesquisa e sociedade, na qual, esta é apontada como promotora da degradação ambiental e a primeira como responsável pelas soluções. Bem como minimizar o maniqueísmo presente nos discursos ambientais. A mesma sociedade que cobra das instituições de pesquisa, especialmente do setor produtivo, a manutenção das condições ótimas de sustentabilidade ambiental, precisa se posicionar e agir, e, sobretudo saber como agir.
O ano de 2011, declarado pela Organização das Nações Unidas - ONU como o Ano Internacional das Florestas, pode ser uma grande oportunidade para que tecnologias sociais de comunicação e educação possam ser colocadas em prática para auxiliar na conscientização da sociedade sobre o papel decisivo que as florestas desempenham no desenvolvimento global sustentável.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TOADA DE BOI-BUMBÁ

TOADA DE BOI-BUMBÁ: A CULTURA CABOCLA INTERPRETADA E
RESSIGNIFICADA POR ALUNOS DE UMA ESCOLA URBANA
RESUMO

A música amazônica comunica conhecimentos socioculturais, os valores éticos e crenças das minorias étnicas como um subsídio para a elaboração de práticas ambientais desenvolvidas na escola. Este trabalho registra a percepção de alunos do ensino fundamental de uma escola pública urbana de Porto Velho e suas representações do entendimento da relação homem/ambiente; Tem como objetivo principal analisar as concepções dos alunos a respeito de práticas ambientais na perspectiva intercultural da educação ambiental no espaço escolar urbano, possibilitando o diálogo entre o discurso ambiental presente na letra da música e a interpretação dos alunos. A base desta discussão são os dados colhidos para a elaboração de um trabalho de conclusão de curso de graduação em jornalismo, na perspectiva da educomunicação. A abordagem metodologica caracteriza-se co0mo pesquisa qualitativa com a perspectiva de observação não-participante. Os sujeitos da pesquisa envolvem professores, alunos da escola Marcelo Cândia , localizada na Zona Leste de Porto Velho, Rondônia. Fez-se a interpretação e compreensão dos significados simbólicos. Os dados estão sendo coletados por meio da observação participante e entrevista semi-estruturada a fim de mapear o processo educativo numa perspectiva socioambiental. Observamos que a relação educação e ambiente precisam considerar as necessidades e os saberes tradicionais no processo de ensino e aprendizagem da educação ambiental a partir do diálogo entre o saber local e o global. Portanto, como relevância da pesquisa ressalta-se a concepção da relação educação e ambiente a partir de valores éticos e crenças das minorias étnicas para o desenvolvimento de práticas ambientais, políticas e pedagógicas.

Palavras-chave: discurso ambiental, música amazônica; diálogo;


domingo, 4 de julho de 2010

Música e Religião



O álbum de música islâmica gravada pelo cantor pop Youssou N'Dour em 2004 lhe valeu o boicote de alguns fãs muçulmanos, mas, em um documentário que está lançando sobre o álbum, "Egypt", ele diz que a música incentivou uma apreciação mais profunda do islã.

"Youssou N'Dour: I Bring What I Love" , documentário dirigido por Chai Vasarhelyi, contrasta a recepção entusiasmada ao álbum "Egypt", premiado com o Grammy 2005, durante turnê do cantor pela Europa e Ásia, com a recepção fria no país nativo do cantor, Senegal, onde o álbum foi alvo de boicote.
"Quando há uma quebra com a tradição, as pessoas não conseguem aceitar de imediato. Leva um pouco de tempo", disse o cantor de 49 anos.
"Senti que o álbum poderia ser uma contribuição positiva. Minha música diz que o islã é tolerância e paz." O filme mostra a polêmica em torno do álbum, acompanhando N'Dour em turnê e depois que ele recebeu um Grammy por "Egypt" em 2005.
Na Europa, quando N'Dour apresentou canções como "Allah", cantada na língua wolof com orquestra egípcia clássica, ele foi ovacionado em pé e houve poucas complicações. Na Irlanda, N'Dour, que se descreve como muçulmano devoto, atrasou sua apresentação por meia hora para pedir ao público que não tomasse cerveja.
No Senegal, jornais acusaram o cantor -- que já colaborou com Bono e Peter Gabriel -- de insultar o islã, dizendo que música pop e religiosa não devem ser misturadas.
Quando N'Dour se juntou a outros membros da irmandade Mouride, um ramo do sufismo islâmico africano, numa peregrinação anual à cidade santa senegalesa de Touba, ele foi repudiado.
Descendentes de Cheikh Ahmadou Bamba, místico, poeta e pacifista muçulmano que fundou a irmandade nos anos 1880, chegaram a ameaçá-lo com um processo, mas a ameaça mais tarde foi descrita como mal-entendido.
N'Dour disse que, quando gravou "Egypt," quis apresentar ao público mundial uma música que "louva a tolerância de minha religião" e destacar as contribuições da África ocidental ao islã.
Ele gravou o álbum antes dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, mas adiou seu lançamento para evitar qualquer vinculação da música aos ataques. Em 2004, ele achou que já esperara o suficiente.
"A música é parte de tudo. Minha religião também é parte de tudo"
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,filme-de-youssou-ndour-explora-musica-e-isla,388321,0.htm

sábado, 3 de julho de 2010

Oficina II



O que a sociedade pode e o que não deve fazer?



A Comunicação/Educação como mediadora do processo de produção e recepção é o tema de base do meu TCC de conclusão do curso de Comunicação Social – Jornalismo/UNIRON. Discutimos, à luz da teoria do dialogismo de Bakhtin a interpretação do discurso fonte (discurso literário) - transformado em discurso de vulgarização científica (em videoclipes) pelos interlocutores (os alunos e professores participantes da Oficina) - por estudantes do ensino Fundamental e Médio da Escola Marcelo Cândia (EMC), em Porto Velho-RO.
O objetivo geral do estudo foi validar a produção e uso de videoclipes com música amazônica como ferramenta de educomunicação científica e ambiental na educação formal.
Alunos da disciplina Lingua Portuguesa, da ECM, sob a orientação da profa. Eni Camargo, participaram do processo de avaliação do videoclipe produzido com a música Pela cauda de um cometa (Nivito Guedes e Fernando Canto / Intérprete: Juliele). Foi feita a análise textual da letra da música , discutida a questão: “O que a Ciência faz e o que a sociedade pode fazer para minimizar os problemas ambientais?” a interpretação dos alunos, foi apresentada na forma de cartazes.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Amazônia minha insônia





Oficina de uso e avaliação do videoclipe com alunos da 7a. Série , disciplina Geografia, da escola Marcelo Cândia, Sub-sede C.

domingo, 23 de maio de 2010

Música na Sala de Aula


Comecei na sexta-feira (21/05) a fazer entrevistas com professores , visando adesão de algum deles a minha proposta de usar em sala de aula, os videoclipes produzidos pelos alunos da escola.

A primeira adesão foi de uma professora do ensino Fundamental. Usou música em sala de aula apenas uma vez: “faz muito tempo” disse ela.
A professora acha que as maiores dificuldades são: a falta de experiência dos professores e a falta de hábito dos alunos. Em relação a música amazônica, acha que os alunos não gostam, se fosse um “pancadão” ai sim eles gostam.

Marcamos para o dia 02 de junho , acompanharei o uso do videoclipe “Amazônia Cabocla” em uma aula da 7ª. série. Vamos ver no que é que dá.

Foto ilustração: capa do livro Chico Buarque na sala de aula: leitura, interpretação e produção de texto. Tereza Telles. Vozes, 2009.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cidadania e Percepção Ambiental


Fui convidada a ministrar uma aula no Programa de Ressocialização de infratores ambientais, uma iniciativa do Ibama e Ministério Público de Rondônia.

A idéia é que ao invés do infrator ser condenado a pagar com cesta básica ele, pague sua pena com prestação de serviços à comunidade e participe desse programa de ressocialização, que consiste numa série de palestras, ministradas em uma semana.

Na segunda-feira fui lá falar sobre Percepção Ambiental, uma reflexão coletiva sobre os problemas ambientais, sobretudo os relacionados à conservação dos recursos florestais.

Como de hábito , utilizo músicas de artistas da região amazônica, para auxiliar nas reflexões.
Desta vez , iniciei com a apresentação do videoclipe Pela Cauda de um Cometa , música de Nivito e Fernando Canto, interpretada pela Juliele.

Em seguida apliquei uma dinâmica , da viagem imaginária para o futuro, em que todos recebiam uma etiqueta de bagagem. Finalizamos ouvindo e discutindo a sobre a msg da música Peróla Azulada de Joãozinho Gomes e Zé Miguel.

Pena que o tempo foi pouco, não pude aplicar a atividade por completo, mas de qualquer forma acho que consegui deixar um recado. Vamos ver o que dirão na avaliação.