domingo, 1 de junho de 2014

Vozes dos Castanhais


          O desenvolvimento de práticas educomunicativas socioambientais tem sido uma estratégia adotada nesse processo de interação. Uma delas têm sido a realização de oficinas de produção de videoclipes ambientais, metodologia que se sustenta em três pilares: a oficina como o lugar de interação, para construção de um novo discurso; a música amazônica e a percepção ambiental dos participantes da mesma, situados no contexto sócio histórico de mobilização da sociedade para a ação-cidadã em razão da degradação ambiental. (OLIVEIRA, 2010). 
 O propósito é, a partir do discurso literário/ambiental presente em músicas produzidas por artistas da região amazônica, refletir sobre o que faz a Ciência e o que a sociedade pode fazer para minimizar os impactos ambientais sobre as florestas naturais.
          No âmbito do Projeto Kamukaia , a música “Canto dos Castanhais” tem servido de  base para as discussões processadas em reunião com produtores extrativistas de castanha-do-brasil, com o objetivo apresentar e propor a adoção das boas práticas. E com diversos outros segmentos de público, em Oficinas de produção de videoclipe, como recurso didático de educomunicação científica e ambiental na educação formal. (OLIVEIRA e FERNANDES, 2012).
          Considerando essas experiências com o uso da referida música, este projeto fará uma abordagem dos processos de produção da música-discurso e da sua recepção por diversos segmentos de público, com o objetivo de contribuir com o processo de validação dessa prática educomunicativa.
         

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Minicurso

Práticas Educomunicativas para a Divulgação Científica e Educação Ambiental

 O evento fez parte da programação do Intercom Norte 2013, realizado nos dias 2 e 3 de maio de 2013, na Faculdade Marta Falcão, em Manaus-AM.
 
Ministrado pela pesquisadora Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira e pela jornalista  Síglia Regina dos Santos Souza , que atuam na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) , em Rondônia e no Amazonas, respectivamente, o minicurso foi desenvolvido em dois módulos:
Módulo I  - Práticas educomunicativas na divulgação da ciência;
Módulo II -  Rádio Escola como prática educomunicativa.
 
No módulo I , discutiu-se o conceito de Divulgação Científica; Teoria, pesquisas e políticas de educomunicação; Aplicações nas escolas, nas organizações comunitárias e na extensão rural/florestal;
O Processo de produção de informação, com fins de Educação Ambiental em vídeos. A metodologia de produção coletiva de Videoclipe como prática educomunicativa  socioambiental. Fez-se a análise textual  da música Canto dos Castanhais , que aborda as questões ambientais. Finalizando com a atividade prática de elaboração da narrativa audiovisual para a música proposta como roteiro de um videoclipe.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Canto dos Castanhais: produção de videoclipe como prática educomunicativa

Este trabalho foi aceito para Exposição Oral no II  EDICC,, o canto dos castanhais será ouvido em Campinas-SP:
 

OFICINA DE PRODUÇÃO DO VIDEOCLIPE “CANTO DOS CASTANHAIS”: PRÁTICA EDUCOMUNICATIVA NA DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA FLORESTAL[1]

Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira
RESUMO

 Em projetos de comunicação para o desenvolvimento de comunidades rurais, coordenado pela Embrapa Rondônia, identificou-se a necessidade de buscar formas multimidiáticas alternativas, para ultrapassar barreiras no processo de comunicação, na educação não formal. Essa demanda deu origem ao desenvolvimento de práticas educomunicativas socioambiental nas quais se exercita a interdisciplinaridade, no trato da informação gerada pela pesquisa agropecuária e agroflorestal, seja com fins de comunicação ou de educação científica e ambiental; seja de sensibilização para as questões ambientais. Nesse contexto, tem sido realizadas oficinas de produção de videoclipes, prática educomunicativa criada no âmbito do projeto de divulgação cientifica, Com.Ciência Florestal (OLIVEIRA, 2009), cujo os procedimentos metodológicos compreendem: a interação dos participantes da oficina para a elaboração de um novo discurso, a interpretação e análise do discurso literário/ambiental de letras de músicas, numa perspectiva intercultural dos discursos de músicos da região amazônica, como detentores de um saber local; e a percepção ambiental de atores sociais em interação na oficina, no contexto sócio histórico de mobilização da sociedade para a ação-cidadã em razão da degradação ambiental. Este artigo apresenta os procedimentos metodológicos e os resultados obtidos na oficina realizada em fevereiro de 2012, em Macapá – AP, atividade do Projeto Carbono Cajari e Rede de Pesquisa  Kamukaia, que visam gerar resultados para definição de políticas públicas e implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM). A oficina foi realizada com a finalidade de produção coletiva de um videoclipe que exprimisse um discurso de valorização da atividade dos extrativistas da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) na Resex Rio Cajari, na região sul do Amapá, uma vez que a castanha é um dos importantes produtos do extrativismo local.
[1] Aprovado para Exposição Oral no Grupo Temático Conhecimentos e Poderes ;

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Canto dos Castanhais: música amazônica para valorizar a atividade extrativista não-madeireira

A prática educomunicativa de produção coletiva de videoclipe ambientais com o uso de música amazônica foi o tema do artigo apresentado dia 09 de agosto, no VIII Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, que se encerra nesta sexta, na UFBa, Salvador, BA.

A apresentação do trabalho no evento foi feita pela jornalista e cantora profissional Carla Fernades, em artes Carla Visi, que é co-autora do trabalho, que tem como primeira autora, Vânia Beatriz de Oliveira, pesquisadora da Embrapa em Rondônia.

Em março deste ano, Vânia Beatriz e Carla Visi atuaram como facilitadoras da Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, realizada no Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em Salvador-BA. O objetivo do evento, do qual participaram 19 educadores ambientais de todo o País, foi promover discussões e reflexão sobre aspectos economicos, socioculturais e ambientais da produção de castanha-do-brasil em comunidades extrativistas da Amazônia.

O trabalho descreve o processo de interação de educadores ambientais ao interpretar o discurso literário da música Canto dos Castanhais, de autoria dos amazônidas Val Milhomen e Joaosinho Gomes (autores) e Juliele (interprete) e realizar inferências, com a finalidade de produzir um videoclipe que imprimisse um discurso de valorização dos produtos e da atividade de comunidades extrativistas da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) na Amazônia.

Carla Visi e a música na educação ambiental


Carla Visi com participantes do ENECULT , ao final da apresentação:  Dai Thais, Fernando Morais da Costa (Sons urbanos e suas Escutas Através do Cinema),Roberto B. Fialho (Coord.) e Dorotéa  Bastos(Interfaces Contemporâneas entre Dança, Corpo e Cinema ).
          A artista é uma militante das causas ambientais e apoia as iniciativas que envolvam o uso da música na educação ambiental, tendo apresentado um relato de suas experiências. No carnaval do ano 2000, em Salvador, ela apoiou a execução da música Cata Lata , que acabou por mobilizar os foliões, sobretudo os jovens para solidariedade com os catadores de lata.

          A música “Matança”, do compositor Jatobá, por ela interpretada, foi utilizada por Vânia Beatriz, para estudo em grupo sobre a biodiversidade florestal, no assentamento Nilson Campos, em Jacy Paraná, distrito de Porto Velho, em Rondônia.

Referida música compõe o repertório do seu show “Canto para Natureza”, produzido no inicío dos anos 2000. O show apresenta-se como uma possibilidade de comunicar mensagens ambientais a diversos públicos que gostam de música, tendo o palco como canal e a música como suporte de comunicação, para mostrar a importância da natureza como fonte de vida e inspiração. Segundo Carla Visi, o eixo principal do projeto “Canto para Natureza”, é a força que as letras, melodias e arranjos têm para tocar as pessoas, possibilitando a conscientização sobre a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.

A seleção do repertório privilegia esse tema e abrange diversos ritmos e estilos. ”A idéia é unir o prazer de cantar com a possibilidade de através da música tocar o coração das pessoas e despertar o interesse por um tema cada vez mais constante na pauta jornalística, no entanto, muitas vezes sem produzir mudanças efetivas de comportamento” conclui a cantora.

Música e Ciência

O uso de música na educomunicação científica e ambiental em atividades de sensibilização para as questões ambientais é uma prática educomunicacional socioambiental, que vem sendo difundida pela pesquisadora Vânia Beatriz, em oficinas que reune alunos, professores, educadores ambientais, para, por meio de um processo interativo e diálogico, promover a discussão e a formulação de discursos ambientais, tendo como suporte, por um lado, o discurso literário das letras de músicas, em especial a de artistas da Amazônia; e por outro o da ciência, representado pelo discurso científico dos resultados de pesquisas.

Esta atividade está relacionada às ações de capacitação para as boas práticas de manejo da castanha-do-brasil, uma das atividades desenvolvidas por meio do Projeto Kamukaia, rede de pesquisa na Amazônia, coordenada pela Embrapa, que visa gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM).

O responsável pela emissão do parecer que aprovou o trabalho para a apresentação oral no evento disse: “o trabalho propõe uma abordagem atualizadissima referente as questões ambientais” e recomendeu sejam aprofundadas as discussões sobre o tema, diante do discurso médiatico contraditório e pouco combativo.

Vânia Beatriz, disse esperar que educadores ambientais interessados em desenvolver produção audiovisual, possam adotar a metodologia dessa prática educomunicativa como um referencial para as suas atividades. Bem como difundir informações que venham a contribuir não só com a valorização do extrativismo não madeireiro, mas também para a valorização e o reconhecimento da cultura musical de cada região do País.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um canto em favor da Amazônia

         Foi uma experiência diferente a Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais com música amazônicas, realizada no dia 06 de junho , no Parque Natural de Porto Velho . Os participantes foram , alunos das Escolas Estaduais Murilo Braga  e "Manaus" participantes das COM-Vidas ( Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas).
Essa é a galerinha que está trabalhando na finalização do Videoclipe,
com o apoio das professoras: Alamar, Carmem Silvia e Francidalva.
 O objetivo da oficina foi capacitar os participantes para produção coletiva, de forma experimental, de um videoclipe ambiental, utilizando a música Canto dos Castanhais (Val Milhomem/ Joaozinho Gomes) interpretada por Juliele.   Não se trata apenas de ensinar técnica de produção de video, mas principalmente de:
- Promover a discussão sobre o manejo sustentável dos recursos florestais e a ação-cidadã, a partir da questão: o que a Ciência faz, e o que a Sociedade pode fazer?

- Demonstrar as possibilidades de produção de videoclipes ambientais como uma prática educomunicativa;
- Incentivar a expressão oral quanto as mensagens de conscientização nas letras de músicas de artistas da região amazônica;
- Estimular uma leitura e atitude critica e de intervenção nas questões ambientais;

Em breve o videoclipe produto da Oficina será disponibilizado na internet no blog das Com-Vidas das escolas.


terça-feira, 5 de junho de 2012

           A música amazônica com abordagem ambiental será ouvida na Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, que facilitarei no dia 06 de junho, no Parque Natural de Porto Velho, na programação dos 8 dias de Ativismo Verde.
         A música de trabalho será Canto dos Castanhais ( Val Milhomen e Joaosinho Gomes, na voz de Juliele).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Carla Visi participou da Oficina de produção de videoclipe no VII Fórum REBEA

Carla Visi , falou também sobre direito autoral no uso de música
O uso de música em atividades de educação ambiental foi um dos assuntos abordados na Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, que facilitamos no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no dia 29 de março, em Salvador-BA.

A oficina teve a participação de 19 educadores ambientais de todo o pais e como co-facilitadora convidada, a cantora baiana Carla Visi. A artista é uma militante das causas ambientais e apoia as iniciativas que envolvem o uso da música na educação ambiental.


Essa prática educomunicativa que venho difundindo em eventos, em geral, reúne alunos, professores, educadores ambientais, para por meio de um processo interativo e diálogico, promover o debate e a formulação de discursos ambientais, tendo como suporte a interpretação simbólica das letras das músicas, em especial as de artistas da Amazônia, ou de qualquer parte do pais, desde que aborde questões ambientais.

Em sua apresentação, Carla Visi relatou experiências na área. No carnaval do ano 2000, como vocalista do Bloco Cheiro de Amor lançou o hit Cata-Lata , que motivou os foliões do carnaval baiano, a catarem as latas de bebidas deixadas na avenida. Outro relato foi sobre a música “Matança” do compositor Jatobá, que compõe o repertório do seu show Canto para Natureza, que foi utilizada no estudo em grupo sobre a biodiversidade florestal, que coordenei em 2008, no assentamento Nilson Campos, em Jacy Paraná, distrito de Porto Velho-RO.

As facilitadoras da Oficina, com parte do grupo de oficineiros,
 no VII Fórum REBEA

Na Oficina realizada no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no periodo de 28 a 31 de março, a temática proposta foi a discussão e reflexão sobre aspectos economicos, socioculturais e ambientais da produção de castanha-do-brasil em comunidades extrativistas da Amazônia, a partir da música Canto dos Castanhais, de autoria de Val Milhomem e Joaosinho Gomes, interpretada por Juliele, artistas do Amapá e Pará.
   Esta atividade está relacionada as ações de capacitação em educomunicação socioambiental do Projeto Kamukaia, executado por meio de uma rede de pesquisa na Amazônia, coordenada pela Embrapa, que visa gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM) a definição de políticas públicas e estimular a valorização dos produtos pela sociedade.